Ideias e trabalhos

O blog onde encontrara várias ideias sobre temas diversificados, bem como alguns trabalhos. Quem sabe quando alguma coisa aqui escrita nos fará falta um dia? Nem que seja para nos fazer pensar sobre a vida.

Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

O telemovel na sociedade

 

Os telemóveis cada vez se torna mais um utensílio indispensável ao dia-a-dia. Não só devido as novas tecnologias que lhe são inseridas com a evolução dos tempos, fazendo com que cada vez mais o telemóvel seja a junção de vários equipamento tais como a televisão, computador, máquina fotográfica, rádio, telefone, serviço rápido e simples de mandar mensagens, vídeos, mapas, entre outros… Que possibilitam a realização de varias actividades, em qualquer lugar e sem que para isso seja necessário levar a “casa” atrás. É a forma mais simples e eficaz de contactar em tempo real com qualquer pessoa mesmo que essa possa estar no outro lado do mundo. Possibilita a comunicação com várias pessoas ao mesmo tempo, sem interferências e de uma forma privada, ou seja sem desvios ou cruzamento de ligações indesejadas. Tornou-se com a evolução dos tempos um dispositivo obrigatório e facilmente acessível, fazendo as gerações mais novas “obriguem” os seus progenitores a adquirir para elas esta fantástica forma de comunicação, muitas vezes com o simples pretexto de estarem sempre contactáveis para qualquer eventualidade. 

São também estas gerações que “obrigam” de certa forma a criação de telemóveis com mais características, rápido, facilmente acessível, principalmente porque se tornou um dispositivo da moda, fazendo já parte do toalhete.
Aparentemente o telemóvel é um utensílio cheio de vantagens, no entanto estas podem criar, enumeras desvantagens. Entre elas a perda da capacidade de comunicação, a dependência de estar constantemente comunicável, o pessoalismo, entre outras. Com o constante uso do telemóvel notasse cada vez mais que a nova geração prefere mandar uma mensagem (SMS) ao amigo que esta sentado ao seu lado, da vez de falar directamente com ele. Apesar que a dependência do telemóvel já não está tão ligada as novas gerações mas sim a todas as gerações que o usam, seja por questões de trabalho, pessoais, por estar longe da família e dos amigos, por medo de não estar contactável para alguém. O pessoalismo nota-se de outra forma, uma vez que cada vez mais as mensagens não são criadas pelos seus utilizadores, não são muito expressivas, são muitas vezes cópia de uma enviada, de um atalho rápido, são curtas e directas. Nada parecido com a antiga forma de comunicação que cada vez mais é dada como antiquada, ultrapassada, a carta escrita a mão.
Não há quem no seu dia-a-dia encontre alguém a mandar sms ou então a falar ao telemóvel, sendo impensável passar se quer um dia sem esta ou muitas outras tecnologias. Cada vez mais o ser Humano encontra-se aprisionado neste novo estilo de vida, sentindo-se incapaz, desorientado cada vez que por algum motivo se vê impossibilitado de a usar.
Actualmente ainda existe diversas partes do país onde não existe qualquer tipo de tecnologia, uma vez que se encontra no “meio do nada”, afastado da grande civilização, onde a electricidade e nem ondas electromagnéticas não chega. Tendo-se muitas vezes de procurar os pontos mais alto para se poder estar o mínimo comunicação. Para a maioria das pessoas é impensável ainda haver sítios assim, locais que pararam no tempo onde domina a natureza, lugares muito simples mas com tal beleza, daquelas que cada vez é mais difícil encontrar.
O conceito de urbanização, desenvolvimento e tecnologia encontra-se tão implementado no nosso estilo de vida que muitas vezes temos que nos afastar estes locais para nos apercebemos o quanto no encontramos aprisionados a uma máquina. Infelizmente cada vez mais não sabemos viver sem elas.
À uns meses atrás pode verificar isso mesmo ao passar um fim-de-semana numa pequena aldeia desabitada no meio de vales, entre a Serra da Freita e a Serra de São Macário, situada na Freguesia de covêlo de Paivó concelho de Arouca, distrito de Aveiro, Diocese de Viseu. No entanto esta aldeia não foi esquecida como tantas outras, alguns dos herdeiros regressão à aldeia para poder ver como estão as suas propriedades, aproveitando para fazer um pequeno pic-nic debaixo de alguma árvore apreciando a beleza do local. Ainda são realizadas de dois em dois anos a reunião da família Martins, a grande família que habitou esta pequena aldeia chamada Drave. Apesar de não estar esquecida pelas pessoas que a abandonaram em busca de um futuro mais risonho ainda existe mais um grupo de visitantes, sempre disposto a se aventurar no difícil caminho de acesso a esta aldeia. O CNE (corpo nacional de escutas) possui algumas casas e terrenos, um pouco espalhados por esta aldeia. Sendo assim criada a BNIV (Base Nacional da 4ªSecção), a 4ª Secção também chamada de Caminheiros ou Clã, jovens dos 18 aos 23anos. São estes jovens que sempre que podem rumam de todos os pontos do país em direcção a Drave. São estes mesmos jovens com as suas próprias mãos a restauram, limpam, e protegem. Ninguém sabe o que fará quando lá chega, apenas sabem que tem que dar um pequeno contributo, seja este limpar uma leira de mato, carregar xisto para poderem construir um murro ou uma casa, reconstruir um edifício ou mesmo uma área de lazer ou sanitária. Uma vez que encontra no meio de um vale não existe qualquer forma de contacto com o mundo exterior, o caminho de acesso a aldeia é longo e irregular, caminho de cabras, apenas nos pontos mais aberto e mais altos podem ter acesso a alguma rede telefónica sendo regra geral os telemóveis de rede TMN a conseguirem tal proeza. Ninguém consegue ficar indiferente a este facto especialmente nesta faixa etária, mesmo os chefes que os acompanham. Apesar de alguns se queixarem constantemente de se verem impossibilitados de comunicarem com os amigos e familiares, outros aproveitavam esta liberdade para poder criar novas amizades, se divertir e aproveitar a natureza pura daquele lugar.
No entanto esta liberdade forçada acabou no regresso a casa onde todos, agora contactáveis ligaram/procuraram os seus telemóveis com o intuito de saber se alguém tentou falar com eles, para informar a que horas chegavam a casa ou mesmo para saberem como os seus contactos estavam.
Hoje em dia ninguém consegue viver afastado das novas tecnologias, em especial o telemóvel que podemos levar para onde quer que vamos. Contudo poucos são os que conseguem sentir-se livres desta tecnologia quando se encontram num lugar como Drave, apesar de haver sempre algo para fazer, algo de bonito, novo ou incrível para ver.
publicado por ideiasetrabalhos às 15:27

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